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Setor de apostas do Brasil traça os próximos passos no BiS Brasília by SiGMA 2026

Katy Micallef
Escrito por Katy Micallef
Traduzido por Thawanny de Carvalho Rodrigues

A segunda edição do BiS Brasília está em andamento no Royal Tulip Brasília Alvorada. O evento de dois dias, iniciado ontem, reuniu algumas das vozes mais influentes dos setores governamental, regulatório, esportivo, de compliance, mídia e jogos para debates de alto nível sobre o futuro do mercado regulamentado de apostas no Brasil.

A programação concentrou-se nos principais desafios regulatórios e nas transformações do setor, trazendo discussões relevantes sobre a evolução da regulamentação das apostas e dos jogos no Brasil, compliance, jogo responsável, prevenção à lavagem de dinheiro (PLD), proteção ao consumidor, a relação entre esporte, mídia, patrocínios e gaming, além de inovações em tecnologia para apostas, meios de pagamento, cibersegurança e proteção dos jogadores.

Abrindo o evento com uma recepção calorosa, os fundadores Alessandro Valente e Carlos Cardama, ao lado de S.E. o embaixador de Malta no Brasil e no Chile, John Aquilina, conduziram os participantes a uma análise aprofundada sobre governança responsável e o futuro do mercado de iGaming e apostas no Brasil.

“A união entre associações, empresas, executivos e todo o setor é a única forma de mudar a narrativa e a percepção pública. A principal mensagem que quero que todos levem daqui é a de união”, afirmou o cofundador Alessandro Valente.

Ao falar sobre o enorme potencial ainda inexplorado do setor, o cofundador Carlos Cardama destacou que é essencial que federações e empresários atuem de forma integrada e estejam dispostos a ouvir uns aos outros.

“Vocês conseguem imaginar o potencial do Brasil com toda a sua estrutura turística?”

Já Sua Excelência, o embaixador de Malta no Brasil e no Chile, John Aquilina, abordou o modelo dos três mercados, destacando como o jogo não regulamentado abre espaço para atividades criminosas e para a exploração dos consumidores.

Segundo ele, apesar das críticas enfrentadas no início do processo, o sucesso de Malta é resultado de uma regulamentação consistente e rigorosa.

“O progresso foi lento e custoso, enquanto outros procuravam caminhos mais fáceis. Mas Malta persistiu com seus regimes rigorosos e com a decisão de fazer as coisas da maneira mais difícil. Hoje, basta olhar para Malta e para o iGaming. O país possui a melhor estrutura de iGaming da Europa e lidera o mundo — inclusive aqui no Brasil e na América Latina — em termos de gestão do setor.”

O embaixador também elogiou o Brasil, que, segundo ele, “reconheceu o valor de uma regulamentação rigorosa, de uma legislação sólida, da transparência e de controles eficazes”. Para Aquilina, a parceria entre todos os envolvidos é indispensável.

“Aprovar uma lei é uma coisa; fazê-la funcionar é algo completamente diferente. Para que a legislação funcione, são necessários parceiros: os legisladores do governo, os profissionais técnicos responsáveis pela implementação e fiscalização das normas e a própria indústria, trabalhando em conjunto com o poder público.”

Durante o painel de ontem, “Siga o Dinheiro – Integridade, Governança e Prevenção à Lavagem de Dinheiro”, Ricardo Saadi, presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), destacou a importância da regulamentação do mercado de apostas no Brasil e o papel da autarquia no fortalecimento das medidas de prevenção à lavagem de dinheiro e no aumento da transparência das operações financeiras do setor.

O presidente do COAF ressaltou que o mercado regulamentado opera dentro dos parâmetros estabelecidos pela legislação brasileira e elogiou a realização do BiS Brasília.

“Sabemos que o trabalho realizado pelo BiS é sério e voltado para promover a integridade do setor. Foi por isso que fiz questão de estar aqui. Em sua grande maioria, o setor regulamentado de apostas segue boas práticas e cumpre as leis brasileiras. Além disso, o mercado tem buscado continuamente mecanismos para prevenir a lavagem de dinheiro”, afirmou.

Saadi participou do debate ao lado de Ana Helena Pamplona, Diretora Jurídica da ABRAJOGO, e Matheus Vidal, Diretor Jurídico da Paag. A discussão abordou avanços regulatórios, desafios do setor e iniciativas que contribuíram para fortalecer e profissionalizar a indústria de apostas no Brasil.

Entre os palestrantes de destaque desta edição também estiveram Fabio Macorin, Subsecretário da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda; Giovanni Rocco Neto, Secretário Nacional de Apostas Esportivas e Desenvolvimento Econômico do Esporte do Ministério do Esporte; Fabíola Esteves, Presidente da LOTERJ; Witoldo Hendrich Júnior, Presidente da ABRAJOGO; José Francisco Manssur, um dos principais especialistas jurídicos envolvidos na construção do marco regulatório das apostas no Brasil; Erich Beting, Fundador e CEO da Máquina do Esporte; Paulo Saad, Vice-presidente do Grupo Bandeirantes; Fellipe Fraga, Diretor de Negócios da Stellar Gaming; e Victor Y. Oda, Diretor de Produtos da Serasa Experian.

BiS Brasília

O evento consolidou-se como um espaço para debates estratégicos que defendem um futuro mais maduro, transparente e sustentável para o mercado regulamentado de jogos e apostas no Brasil. Em setembro, o evento fará sua estreia em João Pessoa, capital da Paraíba, onde o foco será aprofundar as discussões sobre loterias estaduais. Mais informações serão divulgadas em breve.

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