A Raketech, empresa conhecida no mercado de afiliados de iGaming, fechou o quarto trimestre de 2025 com uma queda forte no faturamento, mas com um detalhe importante: apesar do tombo na receita, os prejuízos diminuíram bastante. O resultado mostra uma empresa em plena fase de transição, tentando se adaptar a um setor que mudou rápido nos últimos anos. De acordo com o relatório financeiro divulgado pela companhia, a receita entre outubro e dezembro caiu cerca de 45% em comparação com o mesmo período de 2024. O número pode até preocupar, mas ao mesmo tempo revela que a estratégia de reorganização interna começou a surtir efeito.
No quarto trimestre, a Raketech faturou €5,73 milhões, uma baixa significativa em relação ao ano anterior. No acumulado de 2025, a receita total ficou em torno de €27 milhões, quase metade do registrado em 2024. Mesmo assim, o cenário não foi totalmente negativo. A empresa conseguiu reduzir drasticamente suas perdas líquidas. Enquanto no ano anterior o prejuízo havia ultrapassado €46 milhões, desta vez o resultado negativo ficou próximo de €115 mil no trimestre, uma diferença enorme.
A Raketech passou boa parte de 2025 revisando contratos, reduzindo operações menos eficientes e enxugando custos internos. As despesas operacionais caíram cerca de 24%, ajudando a equilibrar as contas mesmo com a queda no faturamento. Na prática, a empresa ganhou fôlego enquanto reorganiza o negócio.
Os números mostram que a queda foi praticamente global dentro das operações da empresa. Nos mercados nórdicos, tradicionalmente fortes para a Raketech, a receita caiu cerca de 37%. Já em regiões fora da Europa, o recuo foi ainda maior, passando de 70%. Esse é um exemplo de que o momento difícil não está ligado apenas a decisões internas, mas também ao cenário geral da indústria.
Mudança de estratégia impactou diretamente os números
Grande parte da queda de receita não veio apenas do mercado difícil, mas de uma decisão estratégica da própria empresa. A Raketech começou a abandonar gradualmente um modelo baseado em redes de subafiliados pagos, uma estrutura que durante anos trouxe volume, mas que com o tempo, passou a gerar resultados cada vez menores.
Esse tipo de operação depende muito de tráfego comprado e intermediários, algo que ficou mais caro e menos eficiente depois das mudanças nos algoritmos do Google e das novas regras de publicidade em mercados regulados. Com isso, a empresa decidiu focar mais em ativos próprios e tráfego orgânico, apostando em crescimento mais sustentável no longo prazo. O problema é que esse tipo de transição costuma doer primeiro para melhorar depois. E os números de 2025 mostram exatamente esse momento de ajuste.
Nos últimos anos, o setor de afiliados de apostas online passou por uma transformação pesada. Entre os principais desafios estão as regulamentações mais rígidas em vários países, o maior controle sobre publicidade de apostas, as mudanças constantes no Google, o aumento da concorrência e os custos maiores para atrair novos jogadores. Os modelos que funcionavam bem há cinco anos hoje já não entregam o mesmo retorno. As empresas que dependiam muito de tráfego pago ou SEO mais agressivo precisaram se reinventar. E é exatamente isso que a Raketech está tentando fazer agora.
Aposta em tecnologia própria
Para virar o jogo, a companhia vem investindo em uma estratégia que prioriza tecnologia própria. O principal projeto é o AffiliationCloud, uma plataforma criada para automatizar processos e melhorar a gestão de parceiros afiliados. A ideia é depender menos de terceiros e ter mais controle sobre os dados, performance e monetização. Segundo a empresa, esse modelo deve gerar receitas mais previsíveis no futuro, mesmo que o crescimento leve mais tempo para aparecer.
Outro ponto positivo citado pela Raketech foi uma atualização recente do algoritmo do Google, no fim de 2025, que ajudou alguns dos seus sites a recuperarem tráfego, principalmente nos países nórdicos. Ainda não é uma virada completa, mas já foi visto internamente como um sinal encorajador.
Os números mostram que a queda foi praticamente global dentro das operações da empresa. Nos mercados nórdicos, tradicionalmente fortes para a Raketech, a receita caiu cerca de 37%. Já em regiões fora da Europa, o recuo foi ainda maior, passando de 70%. Esse é um exemplo de que o momento difícil não está ligado apenas a decisões internas, mas também ao cenário geral da indústria.
Investidores seguem cautelosos
Mesmo com a melhora nos prejuízos, o mercado ainda observa a empresa com cautela. A dúvida principal é se a Raketech conseguirá voltar a crescer depois dessa fase de reorganização. Por outro lado, alguns indicadores mostram um pequeno avanço. A margem EBITDA ajustada ficou próxima de 19%, o que pode significar que o negócio ficou mais eficiente.
Para este ano, a Raketech pretende continuar focando em produtos próprios, automação e melhorias em SEO e conteúdo. A empresa também planeja lançar novas ferramentas voltadas para eventos esportivos globais, buscando aproveitar picos naturais de interesse dos usuários. O objetivo agora não é crescer rápido a qualquer custo, mas construir uma base que possa suportar as inovações futuras.
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