Revista SiGMA: QTech Games leads with data and localisation in Asia’s competitive iGaming arena
A QTech Games é destaque da edição nº 33 da Revista SiGMA, lançada durante a conferência SiGMA Ásia 2025, em Manila, no último mês de junho. O CEO Philip Doftvik compartilha como o agregador líder tem enfrentado desafios regulatórios, explorado dados e reforçado sua estratégia de localização para se manter competitivo em um dos mercados de jogos mais acirrados do mundo.
O artigo a seguir explora a estratégia da QTech, a expansão regional e as inovações que moldam seu papel no futuro do iGaming.
Como a QTech se mantém à frente na corrida do iGaming na Ásia
À medida que a Ásia consolida sua posição como hub global de jogos, operadores e investidores se movimentam para aproveitar a rápida evolução da região. Em entrevista à jornalista Lea Hogg, Doftvik analisou os desafios regulatórios, os motores de crescimento e o que vem pela frente no cenário asiático.
Segundo ele, o mercado de agregadores é extremamente competitivo, em que ficar parado equivale a perder espaço. Mesmo assim, a QTech vem conquistando uma posição singular, apoiada em inteligência de dados, jornadas de cliente fluidas e forte foco em localização.
O labirinto regulatório da Ásia
A regulação continua sendo um fator determinante no ecossistema de jogos da região. Diferentemente da Europa, onde há marcos regulatórios mais uniformes, a Ásia apresenta uma verdadeira colcha de retalhos. “Algumas jurisdições, como Singapura, estruturaram ambientes altamente controlados, enquanto outras, como o Japão, ainda estão se ajustando”, explica Doftvik.
As Filipinas se consolidaram como polo regional, com a PAGCOR impulsionando ativamente a expansão da indústria. Já mercados como o Índia seguem fragmentados, onde a ausência de regulamentação federal abre espaço tanto para oportunidades quanto para riscos.
A postura da China também influencia todo o continente. Embora Macau siga como a capital mundial dos cassinos, as restrições de Pequim ao jogo online têm levado operadores a buscarem alternativas em países do Sudeste Asiático, como Camboja, Vietnã e Filipinas.
Principais impulsionadores do crescimento
O avanço digital e a penetração móvel estão transformando hábitos de jogo em toda a Ásia. “Em muitos países da região, o mobile-first já é o padrão”, destaca Doftvik. O crescimento das soluções de fintech, como carteiras digitais e pagamentos em criptomoedas, ampliou o acesso, enquanto os esportes eletrônicos (e-sports) emergem como força central, sobretudo em Coreia do Sul e China, onde fazem parte da cultura popular.
Um exemplo é o QT Play, lobby de jogos que utiliza machine learning e anos de análise de dados para otimizar o engajamento do jogador. “Dispensa até mesmo um gerente de cassino”, comenta Doftvik, em tom provocativo.
A QTech também intensificou seus investimentos em inteligência de dados e business intelligence, tornando-se uma parceira estratégica para operadores em busca de previsões e insights precisos. Outro fator decisivo, segundo Doftvik, é a demografia jovem da região. Com a ascensão da classe média e maior renda disponível, cresce a demanda por experiências mais interativas e imersivas. “Cassinos com dealers ao vivo, jogos em realidade virtual e plataformas baseadas em blockchain estão ganhando força”, observa.
O que vem pela frente no cenário asiático?
Para os próximos anos, Doftvik projeta consolidação entre operadores e maior rigor regulatório. “Os governos estão percebendo o potencial econômico da indústria, mas também querem garantir práticas responsáveis de jogo”, afirma. Países como a Tailândia discutem legalização, enquanto os resorts integrados no Japão prometem mudar o jogo assim que estiverem totalmente operacionais.
Na esfera tecnológica, tendências como personalização com IA, cassinos no metaverso e NFTs em jogos devem ganhar relevância. “A influência da Ásia no cenário global é inegável, e a inovação será decisiva para se manter na dianteira desse mercado dinâmico”, reforça.
Para os players da indústria, o recado é claro: adaptação e visão de futuro serão determinantes para prosperar no setor asiático.
Outros mercados em ascensão
Doftvik adota uma visão pragmática sobre a expansão para novos territórios, ressaltando que não existe um modelo único de sucesso em mercados emergentes. Na África, por exemplo, o potencial é enorme, mas acompanhado de grande complexidade regulatória. “A harmonização, ao menos no curto prazo, é uma ilusão. Basta comparar a Nigéria, onde cassinos são proibidos, com Moçambique, que é muito mais liberal. É como se estivessem em mundos opostos”, afirma.
Embora já haja sinais de convergência regulatória em pontos como tributação, publicidade e jogo responsável, Doftvik não acredita em mudanças rápidas. “Nem os EUA ou a Europa conseguiram uniformizar suas regras. Não devemos esperar o contrário por lá.” Ainda assim, a QTech vê o continente como prioridade, com planos de construir uma marca forte e ampliar a participação africana em sua receita global.
No Oriente Médio, o CEO cita o movimento ousado dos Emirados Árabes Unidos, com o lançamento do primeiro resort integrado em Ras Al Khaimah, mas reconhece que a região ainda não está no radar estratégico imediato. “Por enquanto, estamos apenas acompanhando de perto, aguardando o momento certo para agir”, disse.
Já a América Latina ocupa lugar central no roadmap 2025 da QTech. Após um evento de sucesso no Rio de Janeiro, a empresa reforça sua presença regional com mais quatro encontros programados, incluindo o evento da SiGMA em São Paulo, em abril.
“O Brasil naturalmente domina a pauta, mas também estamos ativos em México, Chile, Colômbia e Paraguai”, afirma Doftvik. A estratégia reflete a aposta em regiões onde a regulação amadurece, a infraestrutura digital avança e a demanda dos jogadores cresce.
No centro dessa expansão está a solução QTech Hybrid, que conecta ambientes presenciais e mobile. Ela permite que o cliente continue jogando mesmo após sair de uma casa de apostas e oferece aos operadores um portfólio completo de jogos integrado a um sofisticado sistema de gestão de agentes. “Já estamos vendo uma adoção inicial significativa, especialmente na África e na América Latina hispânica”, comenta.
Para a QTech Games, a capacidade de adaptação é o que garante espaço em novos mercados, e o modelo híbrido pode se tornar peça-chave nesse processo.
Para análises mais profundas sobre as forças que moldam o iGaming na Ásia e no mundo, não perca a edição nº 34 da Revista SiGMA, que será lançada durante a SiGMA Euro-Med, em Valeta, Malta, de 1º a 3 de setembro de 2025. A publicação traz como empresas inovadoras, como a QTech, estão redefinindo o crescimento por meio de dados, localização e adaptabilidade em um mercado global em constante transformação.



