O mercado de apostas esportivas dos Estados Unidos apresentou um desempenho misto em março de 2026. O Tennessee registrou um volume recorde de apostas, Connecticut viveu um nível de competição inédito entre operadoras, enquanto a Louisiana se destacou com um forte salto na arrecadação de impostos impulsionado por mudanças legislativas.
Tennessee registra volume recorde em março
As casas de apostas online do Tennessee alcançaram seu melhor resultado já registrado em um mês de março, com o volume total de apostas chegando a US$ 562,59 milhões — alta de 2,55% em relação ao mesmo período do ano anterior. Embora o crescimento no volume tenha sido moderado, houve uma melhora significativa nas margens das operadoras. A taxa de retenção (hold) do estado subiu para 11,19%, quase dois pontos percentuais acima de março de 2025. Esse avanço elevou a receita bruta ajustada para US$ 51,76 milhões, em linha com o crescimento da receita, mesmo com a expansão mais lenta do volume de apostas.
A arrecadação tributária também se manteve robusta. No modelo do Tennessee, que aplica uma taxa de 1,85% sobre o volume apostado, as operadoras contribuíram com US$ 10,35 milhões — o terceiro mês de março consecutivo acima da marca de US$ 10 milhões.
Connecticut registra disputa mais equilibrada entre operadoras
Connecticut teve um dos meses mais competitivos de sua história, com volume total de apostas de US$ 217,12 milhões e receita bruta de US$ 17,62 milhões — crescimento de cerca de 10,5% na comparação anual. O principal destaque, no entanto, foi a diferença mínima entre as duas principais operadoras do estado.
Segundo a plataforma de mídia esportiva RG.org, a FanDuel liderou o mês com US$ 81 milhões em apostas, ligeiramente à frente da DraftKings, com US$ 77,9 milhões — uma diferença de apenas US$ 3,1 milhões, ou menos de 2%. A Fanatics Sportsbook completou o ranking com US$ 50,73 milhões, mantendo uma participação sólida na terceira posição.
A estrutura altamente regulada de Connecticut limita o mercado a apenas três operadoras, criando um equilíbrio competitivo raro nos Estados Unidos. Enquanto FanDuel e DraftKings costumam dominar outros estados com ampla vantagem, as parcerias com tribos e as características regionais mantêm a disputa mais acirrada em Connecticut.
O estado arrecadou US$ 2,42 milhões em impostos, aplicando uma taxa fixa de 13,75% sobre a receita. Esse modelo contribui diretamente para o fundo geral estadual. As apostas online continuam predominantes, representando mais de 96,5% do volume total, enquanto as apostas presenciais seguem em queda.
Receita tributária dispara na Louisiana
A Louisiana apresentou a mudança financeira mais expressiva entre os três estados, com a arrecadação de impostos saltando para US$ 9,43 milhões — aumento de 130,8% em relação ao ano anterior. Esse crescimento ocorreu mesmo com uma alta modesta de 1,58% no volume de apostas, que totalizou US$ 392,52 milhões no mês — 12,1% acima do registrado no mesmo período do ano passado.
O avanço significativo está diretamente ligado à implementação da Lei 298, que elevou a alíquota sobre apostas esportivas online de 15% para 21,5% em agosto de 2025. Ao mesmo tempo, as margens das operadoras melhoraram consideravelmente. A taxa de retenção subiu para 11,51%, frente a 7,21% no ano anterior, impulsionando a receita bruta para US$ 45,17 milhões — alta de 62,01%.
Em 2025, o volume total movimentado em apostas esportivas no estado ultrapassou US$ 4,24 bilhões, representando um crescimento de 15% em relação ao ano anterior. A maior parte desse montante veio do canal online, com US$ 3,97 bilhões em apostas via dispositivos móveis, enquanto as apostas presenciais somaram US$ 274,5 milhões.
Migração para o online se acelera
As apostas online agora representam quase 95% de todo o volume apostado, enquanto o segmento presencial continua registrando queda acentuada. Essa migração favorece a arrecadação estadual, já que as apostas online são tributadas a uma alíquota mais elevada do que as presenciais.
Um dos destaques do novo modelo da Louisiana é o fundo SPORT, que destina 25% da arrecadação adicional de impostos para o esporte universitário. Com base nos números de março, isso representa cerca de US$ 2,4 milhões direcionados no mês para bolsas de estudo, infraestrutura e programas esportivos.
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