Com ampla participação de pontos de venda licenciados em todo o país, a ALEA conduziu uma sessão online voltada a fortalecer a prevenção e aprofundar o compromisso dos varejistas com o jogo responsável.
Um encontro com enfoque federal e visão preventiva
A Associação de Loterias, Quinielas e Cassinos Estaduais da Argentina (ALEA) realizou uma capacitação virtual intitulada “Jogo responsável e seguro: o papel central do varejista”, que reuniu proprietários e funcionários de agências oficiais de loteria de diversas províncias. Nesse contexto, a presidente da Unidade Coordenadora de Responsabilidade Social da ALEA, Carolina Molina (IAFAS), explicou que a iniciativa busca “reforçar o papel dos varejistas como atores-chave na detecção precoce e na promoção de uma cultura de jogo seguro e legal em suas comunidades”.
Molina também destacou que a ação faz parte das políticas federais da ALEA, cujo objetivo é criar espaços permanentes de capacitação para todos os agentes do setor. “O compromisso do varejista com a prevenção e a orientação responsável é essencial, pois eles são o primeiro ponto de contato para as pessoas que participam de jogos regulamentados”, enfatizou. Assim, a iniciativa teve não apenas um caráter educativo, mas também de conscientização para aqueles que mantêm contato direto com o público.
Da prevenção à intervenção: psicólogas compartilham orientações para vendas responsáveis
Durante a sessão, foram abordados diversos temas que refletem a variedade de desafios enfrentados diariamente pelas agências. Lara Calabroni, psicóloga e coordenadora da área de Jogo Responsável da Lotería Chaqueña, falou sobre o papel das agências como agentes de prevenção e sobre a proibição da venda para menores de idade, ressaltando que “a prevenção faz parte de um atendimento responsável e não é apenas um complemento do negócio”.
Já Mayra Gallucci, psicóloga e especialista em Jogo Responsável da Loteria da Cidade de Buenos Aires (LOTBA), alertou sobre sinais iniciais de comportamentos de risco e compartilhou orientações práticas para prevenir o desenvolvimento de dependência. Segundo Gallucci, “um varejista atento pode realmente fazer a diferença ao identificar comportamentos de jogo excessivo, já que sua intervenção pode orientar o jogador a buscar o suporte adequado”. A reflexão evidenciou a responsabilidade social envolvida no papel desempenhado por esses profissionais.
Da mesma forma, Diana Fusco, também psicóloga e coordenadora de Responsabilidade Social Corporativa (RSC) e Jogo Responsável (JR) do Instituto Provincial de Jogos de Azar de Neuquén (IJAN – Neuquén), abordou a importância da venda responsável e da comunicação eficaz com os apostadores. Ela destacou a necessidade de acompanhar cada transação com informações claras sobre limites e ferramentas de controle disponíveis.
Autoexclusão e o papel de orientação das agências
Outro tema central foi o mecanismo de autoexclusão, que permite que pessoas que desejam se afastar temporariamente das apostas façam isso de forma voluntária. Andrea Espinardi (Lotería de Córdoba) conduziu essa parte da apresentação e ressaltou que os funcionários das agências devem conhecer profundamente as ferramentas disponíveis para orientar adequadamente quem solicita esse recurso. “O apoio empático e a informação precisa fazem parte do compromisso de todos que trabalham dentro de um sistema de jogo responsável”, afirmou durante sua intervenção.
Espinardi também destacou a importância de equipes bem preparadas, capazes não apenas de realizar vendas e pagamentos de prêmios, mas também de atuar como uma ponte entre o jogador e as redes institucionais de apoio. Segundo ela, a falta de conhecimento muitas vezes cria barreiras que podem ser superadas por meio de iniciativas de capacitação como a promovida pela ALEA. Além disso, o formato online da capacitação permitiu a participação de representantes de todas as jurisdições do país, reforçando o caráter federal da iniciativa.
Posteriormente, o encerramento da sessão foi conduzido por María Spengler (Lotería de Jujuy), que agradeceu a participação dos varejistas e destacou o esforço coletivo das delegações envolvidas. Em suas considerações finais, ela afirmou que “os resultados desta capacitação refletem o interesse genuíno das agências em assumir um papel ativo na construção de um ambiente de jogo seguro e responsável, a partir de sua atuação local e em coordenação com os órgãos reguladores”. Spengler também ressaltou que essa responsabilidade deve ser mantida no dia a dia, por meio da aplicação prática de tudo o que foi discutido.
Um compromisso institucional renovado
A ALEA anunciou que uma nova capacitação será realizada em breve, com data ainda a ser divulgada nos canais oficiais da associação, em razão da grande adesão registrada nesta experiência. Com isso, a organização reforça seu papel como elo entre agentes licenciados e reguladores em todo o país.
Mais do que os temas específicos e as apresentações individuais, o encontro demonstrou que a capacitação contínua é um pilar fundamental para garantir que o setor opere de forma legal, segura e sustentável ao longo do tempo. Por fim, a ALEA reafirmou seu compromisso com a formação, a prevenção e o fortalecimento de práticas que beneficiem tanto os operadores quanto a comunidade em geral.
Este artigo foi publicado originalmente em espanhol em 13 de março de 2026.
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