No episódio mais recente do Podcast SiGMA Poker Face, a gerente de operações da SiGMA Poker Tour, Ivonne Montealegre, recebeu Luca Fagioli, Diretor de Tecnologia e Operações de Negócios da Panga Games, para uma conversa abrangente que uniu pôquer, tecnologia e trajetória pessoal.
Embora seja mais conhecido por suas posições de liderança nos setores de iGaming e fintech, Fagioli surpreendeu muitos ao conquistar a 23ª colocação na SiGMA Poker Tour Malta, marcando sua primeira participação em um grande torneio presencial de pôquer.
O primeiro torneio ao vivo
Fagioli descreveu sua experiência em Malta como inesperada e inesquecível. Inicialmente indeciso entre participar do torneio ou priorizar os eventos de networking, ele tomou a decisão de se sentar à mesa no último momento — escolha que o manteve jogando até as 3h da manhã.
“Foi muito divertido”, afirmou, ao relembrar sua classificação para o Dia 2, apesar da pouca experiência em torneios presenciais. Reconhecendo a diferença técnica entre ele e os jogadores profissionais mais experientes, Fagioli adotou uma estratégia mais cautelosa na fase final do evento, satisfeito por alcançar um bom resultado e adquirir uma experiência valiosa.
A realidade da inteligência artificial
Além do pôquer, a conversa se voltou para a sólida carreira de Fagioli no iGaming. Com quase uma década de atuação no setor, e uma breve passagem pelo setor bancário, ele retornou em tempo integral à indústria de jogos durante a pandemia de COVID-19, citando a resiliência e o potencial de longo prazo do mercado.
Sobre a inteligência artificial, Fagioli apresentou uma visão pragmática. Embora a IA se destaque em aplicações criativas, como design gráfico, música e produção de conteúdos visuais, ele se mostrou mais cético quanto ao seu papel nos fundamentos matemáticos dos jogos e na análise do comportamento dos jogadores.
“O setor de jogos depende de dados confiáveis. A criatividade é poderosa, mas quando se trata de matemática e previsibilidade, a IA ainda não chegou lá”, explicou.
O pôquer ao vivo na Itália
Como italiano, Fagioli também compartilhou sua visão sobre os desafios enfrentados pelo pôquer ao vivo na Itália. Embora o pôquer seja culturalmente enraizado e amplamente conhecido no país, os torneios presenciais regulamentados são escassos, o que empurra grande parte da atividade para o mercado informal.
Após sua experiência em Malta, Fagioli buscou opções para jogar localmente em Roma, mas encontrou poucas alternativas legítimas, o que evidencia um potencial ainda pouco explorado para o desenvolvimento do mercado italiano.
Quando questionado sobre que conselho daria a jogadores indecisos em participar da SiGMA Poker Tour, Fagioli foi direto: é preciso se jogar na experiência. Ele destacou a atmosfera do evento, a diversidade de perfis à mesa e as oportunidades de networking que surgem naturalmente durante as partidas. “É intenso e cansativo, mas é realmente muito divertido”, disse, creditando o ambiente acolhedor e os dealers atenciosos por tornar a experiência acessível também para quem está começando.
O que vem pela frente?
Com próximas etapas da SiGMA Poker Tour programadas para Brasil, Manila e México, Fagioli indicou que o Brasil deve ser seu próximo destino, favorecido por sua fluência em português e por já ter vivido no país. Ele também comentou sobre a classificação do pôquer como esporte da mente no Brasil, ressaltando a importância da estabilidade regulatória para o crescimento sustentável do setor. Fagioli pretende continuar sua jornada no pôquer enquanto desenvolve diversos projetos confidenciais no segmento de iGaming que podem transformar partes da indústria. Por enquanto, seu foco permanece em parcerias de qualidade, inovação e na construção de novas histórias à mesa.
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