Parques infantis em um distrito de Seul estão sendo usados como locais informais de jogo, segundo reportagem do jornal sul-coreano Chosun, o que tem gerado preocupação sobre a fiscalização e sobre a expansão das práticas de apostas na capital.
De acordo com a reportagem, dois parques localizados em Daerim-dong, no distrito de Yeongdeungpo-gu, originalmente destinados a crianças e famílias, tornaram-se pontos de encontro para homens idosos que jogam pôquer e mahjong por dinheiro.
Na manhã de 19 de fevereiro de 2025, repórteres observaram quatro homens na faixa dos 60 e 70 anos jogando cartas sobre cobertores estendidos em um banco. Outros haviam montado mesas e cadeiras de plástico, que aparentemente ficaram escondidas nos arbustos durante a noite. Cerca de 20 pessoas estavam presentes, apesar de um aviso afixado no local alertando que móveis armazenados de forma irregular poderiam resultar em medidas administrativas.
Atividades deixaram de ser ocasionais
Segundo os relatos, moradores afirmam que a prática deixou de ser esporádica. Entre 10 e 50 pessoas se reúnem diariamente nos dois parques. Os jogos começam pela manhã e seguem até o início da noite. Ao anoitecer, os participantes escondem mesas e cadeiras nos arbustos ao redor antes de ir embora. Um homem contou aos repórteres que quem chega primeiro pela manhã é responsável por montar toda a estrutura.

(Fonte: seoul.go.kr)
Discussões por causa de perdas financeiras já resultaram em gritos e xingamentos, algumas vezes em chinês. Um participante sino-coreano de 69 anos afirmou que, em algumas regiões da China, é comum que idosos se reúnam em parques para jogar cartas e passar o tempo. A polícia de Yeongdeungpo-gu confirmou que recebeu diversas reclamações relacionadas a jogos por dinheiro nesses locais.
Famílias da região dizem que o ambiente mudou. Alguns moradores idosos evitam os parques, citando consumo de álcool e medo de confrontos. Uma criança de nove anos contou que a avó pediu para que ele não entrasse mais no parque, e por isso agora brinca em becos próximos. Um centro de educação infantil relatou que transferiu as atividades ao ar livre para ambientes internos devido ao barulho.
A administração de Yeongdeungpo-gu instalou novas placas proibindo jogos de azar e determinou a remoção voluntária dos móveis usados para apostas. As autoridades estabeleceram um prazo para isso; após a data limite, o próprio distrito fará a retirada dos objetos. Também está sendo avaliado um pedido formal para abertura de investigação policial.
Vício em jogo cresce em ritmo alarmante
Esses acontecimentos coincidem com a crescente preocupação em nível nacional sobre o aumento da dependência em jogos de azar entre jovens. Dados do governo mostram que o número de adolescentes que buscaram aconselhamento por problemas relacionados ao jogo dobrou, passando de 1.286 em 2020 para 2.665 até agosto de 2024. Os casos classificados como de “nível problemático” já representam mais de 66% dos atendimentos. Estima-se que os casos em tratamento possam ter ultrapassado 4.500 em 2025, incluindo alunos do ensino fundamental.
Em Seul, uma pesquisa policial realizada em 2025 com 34.779 estudantes revelou que 20,9% já haviam presenciado atividades de jogo, frente a 10,1% no ano anterior. A participação direta subiu de 1,5% para 2,1%. Embora cerca de 80% do jogo entre jovens na capital ocorra online, por meio de smartphones, muitas vezes o contato começa ainda na escola primária, e a exposição offline continua sendo um problema relevante.
Alguns analistas afirmam que, quando o jogo acontece abertamente em espaços públicos compartilhados, ele pode parecer uma atividade rotineira, e não algo excepcional. Para as autoridades sul-coreanas, as questões imediatas são como aplicar as regras existentes nos parques de bairro, como lidar com a concentração de idosos nesses locais e como responder aos sinais mais amplos de aumento da exposição ao jogo em toda a cidade de Seul.
Manila está chamando — e não é em tom baixo. De 1 a 3 de junho de 2026, a SiGMA Ásia retorna ao principal polo regional do setor. Com 16.000 participantes, 3.040 operadores e mais de 250 palestrantes reunidos sob o mesmo teto, isso não é apenas uma feira. É o ponto de ignição!



