Os estabelecimentos hoteleiros dos Emirados Árabes Unidos registraram uma receita superior a AED 26 bilhões (US$ 7 bilhões) nos primeiros seis meses de 2025, um crescimento de 6,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a imprensa local, o Ministério da Economia e Turismo informou que a taxa média de ocupação hoteleira atingiu 80,5% no período, reforçando o ritmo de expansão do setor de hospitalidade no país.
O desempenho está alinhado à Estratégia de Turismo dos Emirados Árabes 2031, que busca elevar a contribuição do setor para a economia a AED 450 bilhões (US$ 122,5 bilhões) até a próxima década. O plano integra a agenda governamental de diversificação das fontes de receita além do petróleo e de fortalecimento do PIB não ligado a hidrocarbonetos.
Conselho de Turismo dos Emirados avalia iniciativas
Os números foram apresentados durante a terceira reunião de 2025 do Conselho de Turismo dos Emirados, presidida por Abdulla bin Touq Al Marri, Ministro da Economia e Turismo. O encontro reuniu dirigentes das autoridades locais de turismo para discutir projetos voltados a ampliar a competitividade do setor.
Entre os temas debatidos estiveram os mecanismos de implementação de novas iniciativas, a coordenação com o setor privado e o acompanhamento das recomendações das sessões anteriores. As autoridades locais também apresentaram seus planos e resultados de 2025, além de programas de desenvolvimento previstos para 2026.
Empregos e perspectivas de crescimento
Dados de 2023 indicam que quase 809 mil pessoas trabalhavam no setor de turismo e hospitalidade nos Emirados Árabes, o que representa mais de 12% da força de trabalho nacional. Só Dubai deve adicionar 20 mil novos quartos de hotel até 2030, apoiando a meta nacional de atrair 40 milhões de hóspedes por ano até 2031.
Wynn investe em resort integrado em Ras Al Khaimah
Em paralelo, o país recebe grandes investimentos privados em infraestrutura de hospitalidade. A Wynn Resorts está construindo um resort integrado de US$ 3,9 bilhões na Ilha Al Marjan, em Ras Al Khaimah, com inauguração prevista para 2027. O projeto contará com 1.530 quartos e suítes, opções gastronômicas e de entretenimento, além daquele que deve ser o primeiro cassino legalizado do Golfo.
O empreendimento — que será o mais alto já desenvolvido pela Wynn no mundo — também incluirá uma marina para iates de luxo, em parceria com a IGY Marinas e a Marina Solutions International. A estrutura terá 101 vagas, serviços de concierge e sistemas de atracação de última geração para atender clientes de alta renda.
Terreno reservado para um segundo resort integrado
A Wynn e seus parceiros também reservaram áreas na Ilha Al Marjan para um possível segundo resort integrado. Segundo um acordo de acionistas protocolado na SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA), os terrenos designados incluem o “Second Integrated Resort Plot”, o “Janu Plot” e o “Luxury Hotel and Apartments Plot”, além de uma área maior denominada “Land Bank”.
O terreno destinado ao segundo resort cobre cerca de 1,5 milhão de pés quadrados, incluindo áreas de aterro. Caso seja construído um cassino, a Wynn ou uma de suas afiliadas atuará como operadora exclusiva. O acordo também prevê uma cláusula que impede a empresa de desenvolver novos cassinos ou hotéis da marca no Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) durante dez anos após a abertura do primeiro resort, salvo com aprovação dos parceiros.


