Francesco Postiglione não planejava se tornar um arquiteto do setor — mas foi exatamente isso que acabou acontecendo. Em sua recente participação na 35ª edição da Revista SiGMA, o executivo da Casumo detalha sua visão para navegar um dos pontos de inflexão mais importantes da indústria: a migração definitiva para mercados totalmente regulamentados — especialmente aqueles que realmente importam.
O artigo destaca um momento decisivo, em que a liderança estratégica de Postiglione está conduzindo a Casumo para longe dos mercados ilegais e posicionando a empresa no centro dos ambientes regulados, combinando tecnologia de ponta com algo impossível de automatizar: uma presença humana genuína.
A verdadeira lógica por trás da estratégia da Casumo
Quando assumiu a Casumo em janeiro de 2023, Postiglione teve de enfrentar uma decisão que muitos operadores evitam: reconstruir a empresa com foco absoluto em conformidade regulatória. A maioria resistiria. Ele não.
“Estou neste setor há quase 18 anos”, conta. Sua trajetória começou fundando startups voltadas para o mobile e evoluiu para cargos de liderança em empresas como Betclic, Napoleon Sports Casino e PSK. Essa jornada lhe ensinou algo fundamental: lutar contra a regulação não funciona. Antecipá-la funciona.
Hoje, a Casumo atua na Espanha, em Ontário, na Suécia e no Reino Unido — sendo o Reino Unido seu principal mercado. Cada território representa não uma concessão à burocracia, mas um alicerce para crescimento sustentável. Mercados regulados exigem mais, mas também são mais resilientes e oferecem a estabilidade necessária para atrair investimentos sérios — e jogadores igualmente sérios.
Por que “Tech with Touch” é mais que um slogan
Dentro da Casumo, a filosofia de Postiglione é simples: a tecnologia deve facilitar o trabalho da equipe, sem atritos. Nada de sistemas antigos, pesados e cheios de limitações que travam processos ou impõem barreiras artificiais à produtividade.
Fora da empresa, o cenário muda. Os jogadores têm acesso a ofertas personalizadas, ferramentas de proteção impulsionadas por IA capazes de identificar padrões de aposta de risco antes que escapem do controle, além de uma navegação intuitiva, em que tudo flui sem a sensação de estar “brigando” com a interface.
Mas é nesse ponto que seu pensamento se afasta da lógica típica do Vale do Silício: “Nosso time de atendimento conta com pessoas de verdade, prontas para ajudar”, ele destaca. O algoritmo até pode apontar um problema — mas apenas um ser humano consegue lidar com a carga emocional por trás dele. Quando um jogador toma decisões movidas por frustração ou desespero, nenhum chatbot dá conta. É aí que a expertise real e a empatia se tornam essenciais e inegociáveis.
A convergência regulatória que quase ninguém comenta
A ideia mais ousada de Postiglione pode ser também a mais simples: operadores de um mesmo mercado deveriam, em algumas frentes, trabalhar juntos.
“Os operadores deveriam se alinhar em marketing, comunicação e compliance”, afirma. “Uma voz unificada dialogando com os reguladores consegue propor regras pragmáticas e combater o setor ilegal.” É um raciocínio que contraria a lógica competitiva da indústria, mas faz sentido. Vozes fragmentadas geram regulações fragmentadas. Vozes alinhadas geram escuta ativa.
O resultado? Uma relação com reguladores menos adversarial e mais colaborativa — e um setor com mais influência à mesa de formulação de políticas públicas.
A questão da realidade virtual
Todos os anos, alguém anuncia que a realidade virtual está prestes a “explodir” no setor de jogos. E todos os anos, a adoção permanece modesta no mercado mainstream. Postiglione não rejeita a tecnologia — mas questiona a narrativa: “A cada ano surge um novo hype, mas a adesão continua limitada até no gaming tradicional”, diz. O verdadeiro motor do engajamento não é a imersão pela imersão. É a comunidade.
Quando jogadores compartilham apostas, assistem a transmissões juntos ou comemoram vitórias em grupo, algo muda. O jogo solitário se transforma em conexão. E é exatamente aí que ele coloca seu foco: interação humana genuína, acima de gamificação artificial.
Liderança guiada por cinco princípios
As decisões de Postiglione se apoiam em cinco valores: Integridade, Justiça, Ambição, Convicção e Cuidado. Antes de qualquer movimento relevante, ele o coloca à prova desses pilares. O resultado? Ações “éticas, transparentes e inspiradoras, porém realistas”, sempre com a proteção ao jogador como base inegociável.
Seu lema pessoal resume essa mentalidade pragmática: “Espere o melhor, prepare-se para o pior.” Não é pessimismo — é experiência. Crises são inevitáveis. O que muda é o quanto você está preparado quando elas chegam.
O que vem pela frente?
À medida que a Casumo avança sob a liderança de Postiglione — combinando investimento robusto em tecnologia com uma abordagem profundamente humana — o setor se prepara para seu próximo grande encontro. O iGaming nunca fica parado. E a conversa também não.
A SiGMA Sul da Ásia acontece em apenas cinco dias — de 30 de novembro a 02 de dezembro de 2025, em Colombo, Sri Lanka (Lumina Ballroom) — reunindo os principais nomes da indústria para três dias de painéis, palestras, premiações e networking de alto nível. Para quem leva a sério o futuro do iGaming, é lá que ele está sendo construído. E além da programação, Colombo ainda oferece uma cena gastronômica vibrante — o cenário ideal para as conversas paralelas que, muitas vezes, definem negócios. Garanta seu lugar e conecte-se com quem está moldando o futuro global dos jogos online.

