A Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, tem sido muito comentada pelo público, mas não positivamente. Com todos os acontecimentos recentes no Oriente Médio, o ministro do Esporte do Irã declarou que o país não pretende participar do torneio. Provavelmente a decisão foi tomada após os ataques aéreos que resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei.
O ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, afirmou que o país não deve disputar o Mundial por razões de segurança e protesto político. Em entrevista à televisão estatal, ele afirmou que, diante do assassinato do líder iraniano pelos ataques ocorridos, cujo responsáveis são Estados Unidos e Israel, não existem condições para participação.
Segundo o ministro, o cenário de guerra torna inviável enviar a seleção nacional para competir em território de um dos países envolvidos diretamente no conflito. Ele também mencionou o alto número de vítimas civis e o clima de instabilidade como principais fatores para tomar essa decisão. A crise que já existia ficou pior após os bombardeios realizados no fim de fevereiro que teriam provocado a morte do líder supremo iraniano, episódio que gerou outros confrontos em várias regiões do Golfo.
A seleção iraniana garantiu vaga no Mundial após um bom desempenho nas eliminatórias asiáticas e foi sorteada no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Os três jogos da fase inicial estão previstos para ocorrer em cidades norte-americanas: Los Angeles e Seattle.
Caso a desistência seja oficializada, a FIFA terá que decidir como lidar com a situação. O regulamento prevê multas e até punições mais graves para seleções que desistirem da competição dentro de determinados prazos. Além de tudo, a FIFA ainda teria que avaliar a substituição do Irã por outra seleção, o que altera toda a programação de jogos já prevista no calendário, bem como a logística do torneio.
FIFA tenta manter diálogo e evitar crise maior
Diante das declarações da seleção do Irã, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou ter conversado com as autoridades dos Estados Unidos sobre a situação. Segundo ele, o governo norte-americano teria sinalizado que a seleção do Irã seria bem-vinda para participar do torneio, apesar das tensões políticas. Até porque, uma coisa não tem nada a ver com a outra.
A Copa de 2026 já promete ser histórica por reunir 48 seleções pela primeira vez. Mesmo assim, a guerra envolvendo o Irã pode transformar o campeonato em uma extensão do conflito. A possível ausência do país também pode ter impacto comercial e político dentro do torneio. A Copa do Mundo movimenta bilhões de dólares em patrocínios, direitos de transmissão e turismo esportivo. Uma desistência de última hora pode gerar prejuízos financeiros, afetar contratos já assinados e obrigar a FIFA a reorganizar parte do planejamento logístico, incluindo venda de ingressos e definição de centros de treinamento.
A Copa do Mundo de 2026 está programada para acontecer entre junho e julho de 2026, marcando a primeira edição com 48 seleções e também a primeira realizada em três países-sede: Estados Unidos, México e Canadá. A abertura deve acontecer no Estádio Azteca, na Cidade do México, enquanto a final está prevista para ser disputada nos Estados Unidos, provavelmente em Nova Jersey. Ao todo, o torneio contará com 16 cidades anfitriãs, incluindo centros como Los Angeles, Seattle, Toronto, Vancouver e Dallas.
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