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Pagamentos em cripto no iGaming ultrapassam US$ 1 bilhão com saques instantâneos

David Gravel
Escrito por David Gravel
Traduzido por Thawanny de Carvalho Rodrigues

À medida que os pagamentos em criptomoedas deixam de ser novidade e se tornam uma necessidade no setor de iGaming, um provedor licenciado já está movimentando mais de US$ 1 bilhão (€930 milhões) por ano em pagamentos em massa — um sinal claro de como o cenário de pagamentos está evoluindo rapidamente.

A Paybis, exchange de criptomoedas fundada em 2014, lançou a Paybis Send, uma plataforma licenciada de pagamentos via API desenvolvida especialmente para empresas de iGaming, processadores de pagamento (PSPs) e afiliados. A ferramenta permite transferências rápidas e em conformidade com a legislação em mais de 140 países, com conversão direta de moeda fiduciária para cripto.

A expectativa é que só em 2025, a Paybis Send processe mais de US$ 1 bilhão em pagamentos em massa com criptomoedas, com um valor médio por transação de cerca de US$ 85 mil (€79.050), segundo Innokenty Isers, fundador e CEO da empresa. Em entrevista exclusiva à SiGMA News, ele afirmou: “Estamos trabalhando com dezenas de grandes marcas de iGaming, PSPs e marketing de afiliados. A demanda por pagamentos flexíveis e sem fronteiras só cresce.”

Criptomoedas no iGaming: de tendência a infraestrutura

Pressões convergentes transformam tendência em necessidade. Saques instantâneos já são esperados pelos jogadores. Parceiros exigem pagamentos auditáveis e transparentes. Reguladores buscam rastreabilidade. Ao mesmo tempo, segundo a Sprinto, 90% dos líderes de compliance preveem um aumento de até 30% nos custos do setor. Jogadores mais familiarizados com cripto também pressionam por maior privacidade e, como destacou a SiGMA News em uma entrevista recente com Innokenty Isers, a demanda muitas vezes avança mais rápido do que a regulamentação. Como resultado, os pagamentos em cripto estão deixando de ser um diferencial para se tornarem parte essencial da infraestrutura do iGaming.

Paybis Send elimina fricções e facilita conversões em tempo real. A solução permite que os clientes convertam moeda fiduciária em cripto instantaneamente, utilizando IBANs personalizados e uma API pronta para integração. Entre os ativos suportados estão Bitcoin, Tether (USDT), USD Coin (USDC) e TON.

Interface única e simplificada para múltiplas funções. A plataforma reúne diversas ferramentas de pagamento em um único painel intuitivo. Os operadores podem abastecer suas contas via SEPA, SWIFT, Fedwire ou ACH. Os pagamentos podem ser acionados manualmente ou por meio da API, com travamento de taxa no momento da execução e confirmações em tempo real via webhooks. Tudo é processado por meio de uma infraestrutura regulada de IBAN, vinculada à entidade legal do operador.

Acesso rápido em mercados desatendidos ou em expansão. A plataforma é ideal para operadores em regiões com infraestrutura bancária limitada ou em crescimento acelerado — como América Latina, África e Sudeste Asiático —, onde atrasos em transferências internacionais podem comprometer o desempenho. Com Paybis Send, é possível realizar pagamentos em poucos minutos, mesmo sem conta bancária tradicional.

Solução ideal para mercados de rápido crescimento

Pagamentos em cripto no iGaming vão além da velocidade — envolvem confiança. E para isso, a licença é fundamental.

O Paybis Send está estruturado sobre quatro pilares regulatórios sólidos. A empresa é registrada como Money Services Business (MSB) na FinCEN, nos Estados Unidos. Também figura no banco de dados da FINTRAC como MSB estrangeira no Canadá. No Reino Unido, atua conforme o regime de Promoção Financeira (Financial Promotion Regime), lançado no fim de 2023, que viabiliza a entrada legal de usuários britânicos. Já a subsidiária na Polônia possui registro como Provedor de Serviços de Ativos Virtuais (VASP), garantindo acesso aos mercados da UE após o MiCA.

“Nossa operação na Polônia também está registrada como VASP sob o código RDWW-805”, disse Isers. “Isso nos dá presença legal na União Europeia no cenário pós-MiCA, mesmo que essas licenças não sejam específicas para jogos.”

Essa base regulatória permite que a Paybis atue no setor de iGaming com conformidade total, sem recorrer a atalhos. Embora as licenças não sejam específicas para jogos, elas são vitais para operar legalmente em escala global. Os registros na FinCEN e FINTRAC autorizam serviços fiat-cripto nos EUA e Canadá. O regime britânico de Promoção Financeira viabiliza ações de marketing legal para usuários no Reino Unido. O registro VASP na Polônia garante que a Paybis cumpra as normas da UE sob o MiCA. Assim, empresas de iGaming podem terceirizar processos complexos sem se expor a riscos regulatórios.

A regulamentação também permite resolver disputas com mais agilidade, via canais legais, e garante maior proteção tanto para jogadores quanto para parceiros. Para os operadores, isso significa acesso a infraestruturas de pagamento mais robustas, provedores confiáveis e parcerias em mercados de alto nível — vantagens que plataformas não reguladas não conseguem oferecer.

Presente em mais de 140 países, a Paybis adapta-se a diferentes legislações locais com foco em conversões reguladas — e não em atividades de jogo diretamente. Esse modelo evita atritos regulatórios e oferece um caminho legal para pagamentos globais em cripto no setor de iGaming.

Do IBAN ao instantâneo: eficiência operacional em foco

Um dos grandes diferenciais do Paybis Send é sua capacidade de simplificar operações fiat-cripto tanto para fluxos B2B quanto B2C. Cada cliente recebe um IBAN dedicado em nome da empresa. Transferências via SEPA, SWIFT, Fedwire ou ACH são automaticamente creditadas no saldo Paybis. Com a conta abastecida, os pagamentos em cripto podem ser acionados via API ou painel, com a cotação travada na execução e confirmação por webhook.

“Os pagamentos podem ser automatizados ou feitos manualmente”, afirmou Isers à SiGMA News. “É rápido, flexível e não exige que o operador reconstrua todo o sistema de pagamentos.”

Sistemas legados, compliance fragmentado e experiência de usuário deficiente ainda dificultam os pagamentos em cripto no iGaming. O Paybis Send resolve essas três barreiras ao oferecer controle, velocidade e integração sob medida para o setor.

A API se integra de forma fluida às plataformas dos operadores, oferecendo suporte tanto para pagamentos automáticos quanto manuais, com travamento da taxa no momento da execução. Um webhook confirma a conclusão, o que garante clareza operacional e reduz falhas de reconciliação em operações de alto volume.

Ao fixar a taxa no momento da transação, os operadores se protegem contra a volatilidade do mercado cripto. Essa previsibilidade é essencial para processar milhares de pagamentos, reduzindo correções manuais e facilitando o relatório financeiro. Isso aprimora a eficiência operacional e gera confiança entre os destinatários, que esperam liquidações consistentes e transparentes em cripto.

Por que isso importa agora

De acordo com a Sprinto, 90% dos líderes de compliance esperam um aumento de 30% nos custos em breve. Paralelamente, jogadores familiarizados com cripto exigem saques mais rápidos e com maior privacidade. Diante desse cenário, os operadores enfrentam duas pressões crescentes: regulações mais rigorosas e expectativas mais altas dos usuários. É por isso que os pagamentos em cripto estão deixando de ser um diferencial e se tornando uma peça essencial da infraestrutura do iGaming.

Em regiões como América Latina, África e Sudeste Asiático, transferências internacionais podem levar dias. O Paybis Send elimina essa fricção. Afiliados recebem suas comissões em stablecoins com mais agilidade, e provedores de pagamento (PSPs) conseguem expandir para novos mercados sem os obstáculos tradicionais do sistema bancário. Isso torna a ferramenta valiosa para toda a cadeia — não apenas para cassinos, mas também para as plataformas que os sustentam.

“É para esse futuro que os pagamentos no iGaming estão indo”, disse Isers. “Construímos uma solução regulada, escalável e fácil de usar — não só para quem já domina o mundo cripto, mas também para operadores mais tradicionais.”

Essa abordagem acompanha as mudanças do setor, como explorado pela SiGMA em sua cobertura sobre Peter Tassiopoulos e a revolução do jogo com cripto — onde inovação anda lado a lado com clareza operacional. Embora diversas plataformas ofereçam ferramentas de pagamento com cripto, muitas operam sem licenças relevantes ou enfrentam dificuldades com transferências fiat internacionais. O Paybis Send se destaca por unir alcance global a um modelo de compliance totalmente regulado — combinação rara em um mercado onde velocidade muitas vezes significa abrir mão da supervisão. Para quem avalia riscos, a clareza regulatória é, por si só, uma vantagem competitiva.

O Paybis Send pode não ter estreado com fogos de artifício, mas seu impacto já é perceptível. No cenário atual do iGaming, em constante transformação, plataformas reguladas de pagamentos em cripto deixaram de ser opcionais — são essenciais para manter a conformidade, competir globalmente e atender às novas exigências do mercado.

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