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IA na personalização pode continuar prática e humana no iGaming?

Rami Gabriel
Escrito por Rami Gabriel
Traduzido por Thawanny de Carvalho Rodrigues

Em uma entrevista especial publicada na Revista SiGMA, edição 34, distribuída durante a SiGMA Euro-Med no início deste mês, Viktoriia Grygorenko, CEO da The Playa, falou sobre como a personalização por inteligência artificial pode ser aplicada de forma prática e humanizada no iGaming europeu. A executiva também destacou o que os operadores precisam fazer para criar experiências seguras, mensuráveis e individuais, capazes de gerar retenção e valor de longo prazo.

IA na estrutura da The Playa

Como CEO, Grygorenko lidera a plataforma de personalização da The Playa, voltada para operadores de iGaming. A solução utiliza machine learning, perfis comportamentais e design de produto para aumentar retenção e receita por meio de experiências individuais, indo além da segmentação genérica. Ela define a missão da empresa como desenvolver uma tecnologia avançada, mas imediatamente aplicável, apoiada por colaboração estreita entre equipes de produto, analistas de dados e engenheiros de IA, garantindo que a personalização seja prática e segura. Sua liderança é inspirada pela experiência anterior em consultoria e investimentos, cultivando uma cultura baseada em confiança, curiosidade e clareza, que permite à equipe entregar resultados consistentes tanto para plataformas em rápido crescimento quanto para grandes empresas.

“Duas coisas sempre nos orientam: tornar a The Playa prática e mantê-la segura.”

O que significa personalização

“Personalização verdadeira significa oferecer uma experiência única e individualizada, e não um modelo de um-para-muitos”, afirma Grygorenko, destacando que os avanços da IA agora tornam esse nível de personalização em larga escala possível. “Duas coisas sempre nos guiam: tornar o The Playa prático e mantê-lo seguro”, acrescenta, posicionando o produto tanto como uma solução tecnológica quanto como uma ferramenta que economiza tempo, permitindo movimentos mais ágeis e captura de receita mais rápida. Ela alerta que uma personalização eficaz é iterativa e exige muitos recursos, frequentemente levando um ano ou mais apenas para validar e aprimorar alguns poucos modelos de alto desempenho. Ainda assim, os resultados são concretos quando as equipes se comprometem com o processo.

Regulação como oportunidade

Embora a regulamentação europeia imponha restrições à aquisição de jogadores e ao uso de bônus como ferramenta de retenção, Grygorenko vê nesses limites uma oportunidade de estimular um engajamento genuíno, sustentado pela experiência em si. Ela cita o caso de um operador que, após implementar as soluções da The Playa, registrou um aumento de 19% no faturamento e 9% na retenção de jogadores — evidência de que experiências personalizadas podem reduzir a dependência de incentivos. “Descobrimos rapidamente que a personalização funciona tão bem, ou até melhor, em mercados menores”, afirma, ressaltando que a atenção às nuances locais pode gerar impacto acima da média.

Quem é o jogador

A personalização da The Playa também se estende à análise demográfica. Grygorenko alerta para a importância de não subestimar os Millennials, cujo poder de compra está em ascensão e cujas expectativas priorizam transparência, linguagem adequada e experiências bem pensadas. “Enquanto a Geração Z pode abandonar uma plataforma imediatamente após uma falha de pagamento, os Millennials tendem a permanecer — especialmente se a resposta for transparente, com um toque de humor e personalização”, explica. Para ela, o setor precisa desenvolver modelos de serviço que mapeiem os diferentes comportamentos de cada geração. Essa abordagem reforça o compromisso da The Playa em ajudar operadores a se tornarem mais centrados no jogador e preparados para o futuro, transformando dados brutos em relacionamentos duradouros e de maior valor.

“Os verdadeiros grandes líderes nunca quiseram se tornar heróis maiores que a vida.”

Liderança na prática

“Para mim, liderança significa encontrar as pessoas certas e ajudá-las a potencializar seus talentos para que possamos alcançar grandes resultados juntos”, afirma Grygorenko. Sua visão é moldada pela experiência em ambientes de alta pressão, sistemas de operação pragmáticos e pela influência de mentores que reforçaram a importância de criar condições para que os outros possam se destacar. Ela cita Jim Collins: “Os verdadeiros grandes líderes nunca quiseram se tornar heróis maiores que a vida” — um lembrete de que o foco deve estar em possibilitar um trabalho extraordinário, e não em buscar autopromoção. Na The Playa, sua atuação abrange vendas, relacionamento com clientes, definição de produto e organização interna, sempre com foco em crescimento escalável e resultados concretos.

Personalização em ação

“Nós queremos ver a personalização feita da maneira certa”, conclui Grygorenko, destacando que o objetivo é oferecer experiências envolventes e centradas no jogador, transformando a IA em uma vantagem prática que promove lealdade de longo prazo. Isso requer implementação segura, iterativa e humanizada, tratando a personalização não como uma tática passageira, mas como um caminho mensurável para o crescimento sustentável.

Com esse foco em mente, a SiGMA Europa Central acontece de 3 a 6 de novembro, reunindo líderes do setor para discutir IA aplicada, regulamentação e o futuro do engajamento dos jogadores. Operadores e fornecedores podem se inscrever para se conectar com a The Playa e outros profissionais que estão moldando os padrões de personalização. A entrevista completa pode ser lida na Revista SiGMA, edição 34, distribuída na SiGMA Euro-Med.

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