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Assista: Pia Ahrenkilde Hansen explora o uso de jogos na aprendizagem

Matthew Busuttil
Escrito por Matthew Busuttil
Traduzido por Thawanny de Carvalho Rodrigues

Pia Ahrenkilde Hansen, Diretora-Geral de Educação, Juventude, Esporte e Cultura da Comissão Europeia, discutiu recentemente as implicações da inteligência artificial, dos jogos e da educação em uma entrevista. A mensagem central do diálogo destacou o papel de liderança da UE em regulamentação, o potencial de uso responsável da IA e as transformações que os jogos podem trazer para a inclusão e o ensino.

Construindo bases para educação e cultura

Como Diretora-Geral de Educação, Hansen supervisiona iniciativas que fortalecem os sistemas educacionais na Europa, investe em programas voltados para a juventude, como o Erasmus, e apoia o modelo esportivo europeu. Sua equipe também atua em políticas culturais e indústrias criativas, promovendo o desenvolvimento de artistas e comunidades.

Seu papel reflete a visão abrangente da Comissão Europeia, que enxerga educação e cultura como pilares da identidade e competitividade europeias.

A UE como líder global em regulamentação de IA

Hansen ressaltou que a UE está na vanguarda do desenvolvimento de regulamentações globais para IA, citando explicitamente a proposta do AI Act como o primeiro regulamento abrangente sobre inteligência artificial. Segundo ela, a norma equilibra inovação com mecanismos de proteção, garantindo uma abordagem centrada no ser humano.

“Isso estabelece a base para tudo o que fazemos”, afirmou, destacando que o quadro regulamentar serve de guia tanto para educadores quanto para as indústrias criativas. O apoio da UE a projetos que integram IA, protegendo os direitos dos criadores, inspira confiança, mostrando compromisso com a inovação sem abrir mão da proteção de direitos individuais.

Acompanhando o ritmo da mudança tecnológica

Para Hansen, acompanhar o avanço tecnológico é um dos maiores desafios para os formuladores de políticas. “A velocidade com que a IA avança é preocupante. Precisamos agir rapidamente e desenvolver abordagens totalmente novas para compreender a tecnologia em nossos próprios termos”, disse, ressaltando que antecipação e planejamento são essenciais para que a Europa possa aproveitar e moldar a tecnologia de acordo com seus valores. Ela afirmou que é fundamental criar regulamentações que reflitam valores europeus sem comprometer a inovação — um equilíbrio que transmite segurança ao público e demonstra que a UE busca proteger tradições enquanto apoia o progresso.

Jogos como ferramenta educacional e inclusiva

Segundo Hansen, os jogos devem ser vistos como oportunidades de engajar estudantes, desenvolver responsabilidade e formar caráter. A UE apoia projetos que incorporam elementos educativos nos jogos, inclusive iniciativas que aumentam a conscientização sobre deficiências e necessidades especiais.

“Os jogos podem ser uma das ferramentas no conjunto de recursos educacionais”, afirmou, destacando sua capacidade de fortalecer valores comunitários, promover colaboração e melhorar o aprendizado acadêmico. A ideia de jogos como recurso educacional multifuncional é central na visão da Comissão para a educação na era digital. A Comissão Europeia até promoveu webinars sobre como os jogos podem ser instrumentos poderosos de aprendizagem em diferentes disciplinas.

Protegendo menores e desenvolvendo literacia digital

A proteção de jovens e a promoção da transparência são pilares do mandato da UE. Hansen citou o AI Act, o Digital Services Act e o Digital Markets Act como marcos regulatórios fundamentais para proteger menores e pessoas com necessidades especiais, estabelecendo padrões claros sobre consentimento, transparência e proteção de dados.

Ela também destacou que a alfabetização digital e em IA deve ser considerada uma competência essencial. Com 90% das profissões exigindo habilidades digitais, os sistemas educacionais europeus enfrentam pressão para preparar jovens e adultos para uma economia digital-first. A Comissão desempenha papel-chave na disseminação de boas práticas e no apoio aos estados-membros.

Incentivando o aprendizado contínuo

Ao abordar a educação de adultos, Hansen enfatizou acessibilidade e relevância. O treinamento precisa ocorrer onde os adultos já estão — no trabalho e durante o tempo livre.

Nesse contexto, os jogos podem funcionar como ferramenta educativa, permitindo que adultos desenvolvam novas habilidades de forma envolvente. Ela sugeriu que essa abordagem traria benefícios para jovens, indústria e sociedade em geral.

As reflexões de Hansen refletem as prioridades estratégicas da Comissão Europeia: posicionar tecnologia e inovação de acordo com valores humanos, promover regulamentação e governança eficazes, fortalecer indústrias criativas e explorar o potencial educativo dos jogos para jovens. Por meio dessa abordagem, a UE constrói sua própria visão sobre o futuro da educação na era digital.

Para mais insights e liderança de pensamento, visite o site da SiGMA.

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