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Loteria estatal da Namíbia ganha forma: CEO detalha visão, regulação e estratégia de crescimento

Garance Limouzy
Escrito por Garance Limouzy
Traduzido por Thawanny de Carvalho Rodrigues

O Conselho de Loterias da Namíbia (LBN) segue em expansão, e seu CEO, Johannes Shimaneni, demonstra confiança no futuro da instituição. Segundo ele, “a Namíbia estabeleceu um sistema jurídico robusto”.

O LBN foi criado para supervisionar e controlar a Loteria Nacional, com base legal na Lei de Loterias de 2002. Embora a legislação tenha sido aprovada naquele ano, um novo conselho foi oficialmente empossado em novembro de 2021 para supervisionar o setor, após uma emenda realizada em 2017. Em entrevista à SiGMA News, o CEO compartilha sua visão sobre os rumos da entidade sob sua liderança.

SiGMA: Você está liderando os preparativos para a primeira loteria estatal da Namíbia. Qual foi sua principal prioridade na construção dessa instituição do zero?

J. Shimaneni: O Conselho de Loterias da Namíbia ainda está em estágio inicial. Estabeleci três prioridades principais para estruturar a instituição.

A primeira é aumentar a conscientização sobre as funções e o mandato do Conselho, por meio de iniciativas de comunicação pública e ações de marca em canais como redes sociais, rádio e encontros comunitários.

A segunda é reduzir o tempo de processamento de solicitações, disponibilizando formulários em plataformas digitais, como sites, e ampliando o acesso aos serviços para diferentes regiões do país.

Por fim, estamos estruturando os processos necessários para a implementação de uma loteria estatal, incluindo a nomeação de um operador licenciado.

SiGMA: Considerando que a loteria faz parte do Plano Nacional de Desenvolvimento 6 — que busca impulsionar o crescimento econômico, gerar empregos e promover maior igualdade até 2030 — como alinhar os objetivos regulatórios com as prioridades econômicas do país?

J. Shimaneni: A geração de empregos, por meio da contratação de um operador da loteria estatal, e o fortalecimento do bem-estar social são pontos centrais. É importante mudar a percepção sobre a loteria — de um simples jogo de sorte para uma ferramenta de desenvolvimento social. Os recursos arrecadados com a participação são reinvestidos em projetos comunitários e causas sociais.

SiGMA: Quais são os principais desafios regulatórios enfrentados no dia a dia por jurisdições como a Namíbia?

J. Shimaneni: Falhas regulatórias ocorrem quando leis, normas ou diretrizes são pouco claras, inconsistentes, desatualizadas ou mal aplicadas. Esses problemas acabam criando barreiras tanto para a conformidade quanto para a eficiência operacional.

SiGMA: Em que pontos os operadores mais costumam falhar em relação à conformidade — e por quê?

J. Shimaneni: A não conformidade com os requisitos de solicitação ocorre, principalmente, por falta de conhecimento. Muitos operadores não sabem que o LBN regula determinadas atividades de loteria e, por isso, não procuram o órgão para obter informações.

SiGMA: Quais desafios os reguladores enfrentam ao lidar com operadores ilegais que atuam em ambientes digitais ou em outros países?

J. Shimaneni: Os principais desafios incluem:

  • Limitações de jurisdição para agir contra empresas offshore
  • Dificuldade em rastrear e bloquear plataformas online
  • Uso de métodos de pagamento alternativos que contornam os sistemas financeiros tradicionais
  • Avanços tecnológicos rápidos, que muitas vezes superam a capacidade de adaptação dos marcos regulatórios

SiGMA: Que lições outros reguladores africanos podem aprender com a abordagem da Namíbia?

J. Shimaneni: Embora o Conselho ainda esteja em fase inicial, a Namíbia já conta com um sistema jurídico sólido que viabilizou a implementação da loteria estatal. A legislação também prevê a criação de um fundo fiduciário e define como os recursos devem ser destinados a causas sociais.

De acordo com Shimaneni, o LBN está se preparando para transformar o setor de loterias no país. Ao investir em conscientização pública, tornar a plataforma mais acessível e planejar a nomeação de um operador licenciado, a Namíbia avança para se aproximar de mercados mais consolidados no continente africano.

Manila está chamando — e não é em tom baixo. De 31 de maio a 3 de junho de 2026, a SiGMA Asia retorna ao principal polo regional. Com 16 mil participantes, 3.040 operadoras e mais de 250 palestrantes reunidos em um só lugar, não é apenas uma feira — é o ponto de partida para novos negócios.

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